Ligo para o consultório de um cardiologista e do outro lado atende-me uma senhora muito despachada. A conversa desenrolou mais ou menos assim:
Eu: Boa tarde. Queria marcar uma consulta para o Prof. Dr. XPTO?
Senhora despachada: Tem algum seguro?
Eu: Sim, é o seguro X
Senhora despachada: Mas para esse seguro só aceitamos marcação de exames, consultas não entram.
Eu: Ok, mas marque na mesma por favor.
Senhora despachada: A primeira consulta com o Prof. Dr. XPTO são 95€ as seguintes 75€. Tenho vagas para... deixe-me ver...
Eu: Deixe estar, acho que já não sinto nada. Obrigada.
Caramba! 95€ para 15 minutos de conversa no máximo? Sabemos bem como são as primeiras consultas. Normalmente marcam-nos uma pilha de exames e só depois conseguem diagnosticar alguma coisa... Fiquei chocada!
Pelo sim pelo não, liguei para o Hospital dos Lusíadas e lá marquei uma consulta ao abrigo do seguro de saúde.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Don't bother
Chamem-me do que quiserem mas adoro as músicas da Shakira. Naturalmente, algumas mais do que outras mas no geral trazem ao de cima as melhores partes de mim. Não me perguntem porque. Também não sei responder.
Para além disso... muitas dessas músicas fazem parte da nossa banda sonora.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Nunca é demais agradecer
Nos dias em que estive no fundo do poço e não podendo/querendo falar com ninguém do meu círculo próximo sobre o que estava a acontecer, decidi num ímpeto escrever um mail com tudo o que me ia na alma e enviar a alguém que acompanho diariamente. Alguém com quem me identifico na forma de pensar.
Sabia que era uma parvoíce o que estava a fazer. Ao mesmo tempo sabia que mesmo que do outro lado me tomassem por louca, o pior que poderia acontecer seria uma resposta amarga.
E assim foi. Enviei o mail e por algumas horas a angústia que me atormentava diminuiu. Passados 2 dias, chegou a resposta. E não foi amarga. Bem pelo contrário. Foi dura, mas realista. Foi "cruel", mas com palavras de esperança. E chegou num momento em que a tristeza já me tinha tomado por completo. Num momento em que os olhos já tinham dificuldade em abrir de tão inchados que estavam.
Durante alguns dias seguintes, trocámos alguns mails. E as palavras dela foram sempre de afecto, de ânimo e de coragem. E de alguma forma, as coisas foram ficando melhores, devagarinho é certo, mas melhores.
Li todos os livros que ela aconselhou, segui todos os seus conselhos até achar que estava pronta para enfrentar a situação, tornei-me mais forte tentando não desiludi-la no esforço que estava a fazer para ajudar mesmo não me conhecendo de parte alguma.
Passadas 2 semanas, felizmente, tudo acabou por se resolver. E fiz questão que a primeira pessoa a saber fosse ela. E agradeci-lhe. E talvez ela nem saiba o quão importante foi tê-la "por perto" nesses dias. Não fez julgamentos, não criticou, apenas esteve presente com palavras amigas.
E percebi que por vezes os amigos não têm de estar sempre presentes.
Obrigada, Vanity. Mesmo muito obrigada.
Simplesmente Laura
Conheci a D. Laura, tinha eu os meus 23 - 24 anos. E apaixonei-me infinitamente por aquela pessoa. Ela representava tudo o que eu queria ser quando chegasse aos 30. Embora ela na altura já tivesse 40 e tais. Aquela mulher era de uma beleza tal que deixava toda gente encantada.
A D.Laura era uma mulher elegante, cheia de charme, suave, tranquila, ou pelo menos aparentava ser. Estava sempre bonita, arranjada, tinha um perfume inebriante, um humor incrível, os cabelos compridos, um sorriso lindo. Já tinha passado por alguns momentos menos bons na vida, mas não dava parte fraca. Nunca deu. E mantinha sempre a postura. Nunca lhe vi uma lágrima.
Apesar da doçura com que falava, não era uma mulher que se entregasse facilmente aos afectos, ou pelo menos eu não soube como lá chegar. Não era de abraços e beijos, de apertar, de agarrar. Mas sabia sempre mostrar quando estava de acordo e quando reprovava. Apenas se entregava sem medidas aos 2 gatos que tinha: o Melga e o Pequenino. Com eles não tinha limites e era ela no seu estado mais puro. Sem reservas. E eu gostava (tanto) de observá-la nesses momentos.
Lembro-me de lhe dizer que gostava de chegar rapidamente aos 30 anos. Que achava que as mulheres de 30 tinham outro encanto. Na verdade eu tinha a ideia que quando chegasse aos 30 seria como ela. Fazia de tudo para me parecer com ela, para ter os mesmos jeitos, a mesma forma de ser.
Admirava-a tanto, que sempre disse que se um dia tivesse uma filha, ela teria de se chamar Laura.
A D. Laura é a mãe de um ex-namorado meu. E quando ao fim de quase 4 anos acabámos, na verdade o que mais me custou, foi perder o convívio com ela. Porque sabia que não seria possível manter o contacto diário que tinha, que não seria possível ouvi-la, conversar com ela, aprender a ser Mulher.
Mesmo depois de passarem uns largos meses de ter terminado o namoro, eu ainda atendia o telefone da mesma forma que ela fazia, ainda tentava maquilhar-me com a mesma elegância com que ela fazia, ainda tentava ser tranquila como ela.
Confesso que tenho saudades e muitas vezes lembro-me dela. Ultimamente, mais propriamente, desde o Natal, tem sido uma constante lembrar-me dela. Até já tive vontade de voltar a falar-lhe, mas já passaram mais de 8 anos. Acho que não faz sentido.
Mas hoje finalmente percebi a razão. Porque a minha chefe começou a usar o mesmo perfume que a D. Laura usava. Esse perfume está gravado na minha memória e totalmente associado a ela. E era isso. Era esse perfume que fazia com que as minhas memórias estivessem tão vivas e a lembrança tão presente.
Hoje já estou na casa dos 30. Sinto-me muito melhor do que quando estava na casa dos 20. Sinto que sim, que de facto melhorei como pessoa e até fisicamente. Acho que é caso para dizer, que a idade fez-me bem. Mas também sei que ainda estou muito longe de ser como a D.Laura. Quem sabe quando chegar aos 40.
A D.Laura era uma mulher elegante, cheia de charme, suave, tranquila, ou pelo menos aparentava ser. Estava sempre bonita, arranjada, tinha um perfume inebriante, um humor incrível, os cabelos compridos, um sorriso lindo. Já tinha passado por alguns momentos menos bons na vida, mas não dava parte fraca. Nunca deu. E mantinha sempre a postura. Nunca lhe vi uma lágrima.
Apesar da doçura com que falava, não era uma mulher que se entregasse facilmente aos afectos, ou pelo menos eu não soube como lá chegar. Não era de abraços e beijos, de apertar, de agarrar. Mas sabia sempre mostrar quando estava de acordo e quando reprovava. Apenas se entregava sem medidas aos 2 gatos que tinha: o Melga e o Pequenino. Com eles não tinha limites e era ela no seu estado mais puro. Sem reservas. E eu gostava (tanto) de observá-la nesses momentos.
Lembro-me de lhe dizer que gostava de chegar rapidamente aos 30 anos. Que achava que as mulheres de 30 tinham outro encanto. Na verdade eu tinha a ideia que quando chegasse aos 30 seria como ela. Fazia de tudo para me parecer com ela, para ter os mesmos jeitos, a mesma forma de ser.
Admirava-a tanto, que sempre disse que se um dia tivesse uma filha, ela teria de se chamar Laura.
A D. Laura é a mãe de um ex-namorado meu. E quando ao fim de quase 4 anos acabámos, na verdade o que mais me custou, foi perder o convívio com ela. Porque sabia que não seria possível manter o contacto diário que tinha, que não seria possível ouvi-la, conversar com ela, aprender a ser Mulher.
Mesmo depois de passarem uns largos meses de ter terminado o namoro, eu ainda atendia o telefone da mesma forma que ela fazia, ainda tentava maquilhar-me com a mesma elegância com que ela fazia, ainda tentava ser tranquila como ela.
Confesso que tenho saudades e muitas vezes lembro-me dela. Ultimamente, mais propriamente, desde o Natal, tem sido uma constante lembrar-me dela. Até já tive vontade de voltar a falar-lhe, mas já passaram mais de 8 anos. Acho que não faz sentido.
Mas hoje finalmente percebi a razão. Porque a minha chefe começou a usar o mesmo perfume que a D. Laura usava. Esse perfume está gravado na minha memória e totalmente associado a ela. E era isso. Era esse perfume que fazia com que as minhas memórias estivessem tão vivas e a lembrança tão presente.
Hoje já estou na casa dos 30. Sinto-me muito melhor do que quando estava na casa dos 20. Sinto que sim, que de facto melhorei como pessoa e até fisicamente. Acho que é caso para dizer, que a idade fez-me bem. Mas também sei que ainda estou muito longe de ser como a D.Laura. Quem sabe quando chegar aos 40.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Sonhos
Hoje o meu sonho foi diferente. Hoje o meu sonho tinha alegria, cor, desenhos, felicidade. Tinha sorrisos, choros, gargalhadas, histórias de dormir, gritos estridentes a chamar por mim. Logo por mim que não lhes sinto o cheiro, que não conheço a suavidade do toque, que não tenho noção da delicadeza da pele, que tento adivinhar o sabor dos abraços apertadinhos e dos beijos repenicados.
Hoje o meu sonho foi diferente. Tinha-vos perto de mim como se fossem meus. Agarradinhos a mim, a pedir colo. E se num instante estávamos a andar de mãos dadas, no outro corriam de um lado para o outro, aos pulos e eu aflita com receio de vos perder de vista. Se num instante cantava baixinho uma música para adormecerem, no outro tinha-vos a cantar e dançar no carro.
Por momentos, mesmo que em sonhos, existir passou a ter um sentido diferente daquele a que estou habituada. Deixou de ser apenas eu, para passar a ser nós.
Consigo lembrar-me de partes do sonho, momentos dispersos. Mas a imagem que ficou gravada foram os beijos que me deram quando vos deixei a porta da escola. E o sorriso feliz quando se juntaram aos outros meninos.
Acordei e não sabia bem o que se estava a passar. Olhei para ti a ver se era real ou se tinha sido apenas um sonho. E tu dormias. O teu sono descansado. E percebi então que a realidade ainda está longe dos sonhos.
Hoje o meu sonho foi diferente. Tinha-vos perto de mim como se fossem meus. Agarradinhos a mim, a pedir colo. E se num instante estávamos a andar de mãos dadas, no outro corriam de um lado para o outro, aos pulos e eu aflita com receio de vos perder de vista. Se num instante cantava baixinho uma música para adormecerem, no outro tinha-vos a cantar e dançar no carro.
Por momentos, mesmo que em sonhos, existir passou a ter um sentido diferente daquele a que estou habituada. Deixou de ser apenas eu, para passar a ser nós.
Consigo lembrar-me de partes do sonho, momentos dispersos. Mas a imagem que ficou gravada foram os beijos que me deram quando vos deixei a porta da escola. E o sorriso feliz quando se juntaram aos outros meninos.
Acordei e não sabia bem o que se estava a passar. Olhei para ti a ver se era real ou se tinha sido apenas um sonho. E tu dormias. O teu sono descansado. E percebi então que a realidade ainda está longe dos sonhos.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Quantos mesmo?!?!?
Começo o ano com 47 dias de férias para gozar! São tantos dias que nem sem bem como distribuí-los...
Tão bom...
Tão bom...
sábado, 1 de janeiro de 2011
Bom ano!
Para quem me leu, para quem me lê e para quem ainda virá a ler os meus devaneios, desejo um bom ano de 2011!
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