Ontem foi dia de attack e o meu coração chegou a FCM de 197! Está bonito.
Hoje é dia de combat. E estou a contar os minutos para a hora da aula.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Pela boca morre o peixe
Lá fui ao Sr.Doutor. Tive medo de ir sozinha pelo que o meu homem acompanhou-me sempre com aquela positividade que lhe é tão característica.
Atrapalhei-me toda a contar os meus males e por momentos pensei que de facto todos os meus sintomas não tinham qualquer lógica, tal não era a expressão de tranquilidade e de alguma incredulidade também do médico que me atendia. Imagino que deve ter pensado que eu sou hipocondríaca (que sou) e que com tantas doenças gravíssimas por aí, estava ali eu, a ocupar uma vaga de um especialista para os meus sintomas quase psicológicos (digo eu agora).
Depois de conhecer a minha histórica clínica, de um ECG e da auscultação veio o veredicto.
O Sr.Doutor diz que sim, que está tudo bem, que não há sopro nem vento neste meu coraçãozinho. Que está de boa saúde e recomenda-se. Que quanto muito eu podia padecer da Síndrome de Tietze mas que não tinha qualquer motivo para alarme. Disse-me que podia continuar a praticar desporto sem qualquer problema. Confesso que por alguns milésimos de segundo fiquei aborrecida. Então agora não ia ter nada para me queixar, nem podia fazer beicinho a pedir miminhos? Depois percebi que era uma sortuda e que devia agradecer por ser uma pessoa saudável.
No fim, saí de lá aliviada e com uma alegria imensa. E com a certeza que posso andar a saltitar sem ter aquele pensamento constante: "será que o meu coração aguenta?"
E porque é que pela boca morre o peixe? Porque a sugestão para comemorarmos foi jantar fora. Ah pois é... e lá fomos nós jantar no dia dos namorados. E acabamos por fazer a comemoração 2 em 1.
Obrigadinha Sr. Doutor. Tirou-me o mundo das costas.
Atrapalhei-me toda a contar os meus males e por momentos pensei que de facto todos os meus sintomas não tinham qualquer lógica, tal não era a expressão de tranquilidade e de alguma incredulidade também do médico que me atendia. Imagino que deve ter pensado que eu sou hipocondríaca (que sou) e que com tantas doenças gravíssimas por aí, estava ali eu, a ocupar uma vaga de um especialista para os meus sintomas quase psicológicos (digo eu agora).
Depois de conhecer a minha histórica clínica, de um ECG e da auscultação veio o veredicto.
O Sr.Doutor diz que sim, que está tudo bem, que não há sopro nem vento neste meu coraçãozinho. Que está de boa saúde e recomenda-se. Que quanto muito eu podia padecer da Síndrome de Tietze mas que não tinha qualquer motivo para alarme. Disse-me que podia continuar a praticar desporto sem qualquer problema. Confesso que por alguns milésimos de segundo fiquei aborrecida. Então agora não ia ter nada para me queixar, nem podia fazer beicinho a pedir miminhos? Depois percebi que era uma sortuda e que devia agradecer por ser uma pessoa saudável.
No fim, saí de lá aliviada e com uma alegria imensa. E com a certeza que posso andar a saltitar sem ter aquele pensamento constante: "será que o meu coração aguenta?"
E porque é que pela boca morre o peixe? Porque a sugestão para comemorarmos foi jantar fora. Ah pois é... e lá fomos nós jantar no dia dos namorados. E acabamos por fazer a comemoração 2 em 1.
Obrigadinha Sr. Doutor. Tirou-me o mundo das costas.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Tenho literalmente o coração nas mãos
Também tenho para aqui uma bola na garganta, um nervoso miudinho e um sem fim de achaques, só de pensar nas possibilidades de diagnóstico resultantes da consulta de hoje.
...
Este fim-de-semana foi a mimaceira total. E que bem que soube.
Hoje que é dia 14 e só me apetece falar do dia 13. Porque 13 é um número bonito. Porque 13 tem vários significados para nós. Porque é também uma data importante na nossa vida. Porque foi o início de tudo. E porque, ontem lembraste-te.
Quando chegaste a casa foi a primeira coisa que disseste. A sorrir disseste-me: "Hoje é dia 13. Vi quando liguei o telemóvel." Eu fiquei...
Hoje que é dia 14 e só me apetece falar do dia 13. Porque 13 é um número bonito. Porque 13 tem vários significados para nós. Porque é também uma data importante na nossa vida. Porque foi o início de tudo. E porque, ontem lembraste-te.
Quando chegaste a casa foi a primeira coisa que disseste. A sorrir disseste-me: "Hoje é dia 13. Vi quando liguei o telemóvel." Eu fiquei...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O erro da ambição
Sempre fui ambiciosa. Muito ambiciosa. Não há nada que não tenha querido, que não tenha conseguido. É uma característica reconhecida por quem me conhece. A minha ambição nunca foi uma ambição devastadora. Nunca passei por cima de ninguém, nunca prejudiquei ninguém para conseguir os meus objectivos. Mas sempre lutei por aquilo que queria. Sempre.
Há 8 anos que trabalho na mesma empresa. Mas os últimos 3 anos foram muito diferentes.
No início tinha orgulho, enchia o peito para falar sobre a minha empresa. Ostentava durante todo o dia (até durante a hora do almoço) o meu cartão de colaboradora pendurado numa fita como se fosse a medalha de ouro do jogos olímpicos.
Gostava imenso de trabalhar. Gostava do que fazia. Dava o litro. Dava o que tinha e o que não tinha. Prejudiquei muitas vezes - já não tenho dúvidas disso - a minha vida pessoal para poder dedicar-me ao trabalho. Sempre achei que o esforço seria valorizado. Reconhecido. E até foi. Não me faltaram palmadinhas nas costas e elogios. Não me faltaram "disputas" de chefias para trabalhar comigo. Convites para mudar. Isso alimentava o meu ego e fazia-me querer trabalhar mais e mais. Fui subindo, não muito, é certo, na hierarquia. Maiores responsabilidades, mais pessoas sob a minha coordenação. Vi e vivi de tudo um pouco. Conheci pessoas fantásticas, mas também conheci pessoas deploráveis.
Noites por dormir, fins-de-semana não existiam, festas de família nem vê-las, amigos deixaram de existir. Tudo era sempre muito menos importante do que o meu trabalho. Adormecia com o telemóvel e o portátil ao lado da almofada. Literalmente.
A verdade é que financeiramente nunca vi nem mais 1 cêntimo por isso. Quanto mais fazia, mais pediam, mais queriam que eu fizesse. E eu, tal como o burro atrás da cenoura, esticava mais um pouco a corda porque afinal devia estar mesmo mesmo quase.
Apesar das centenas de avisos de familiares e amigos, eu continuei. Sem parar. E tinha energia, muita energia. Trabalhava com gosto, com vontade. E consegui promover algumas mudanças importantes.
Naturalmente, ao fim de 2 anos neste ritmo o cansaço começou a dar sinal. A energia e a alegria iniciais começaram a dar lugar a um cenário de frustração, tristeza, angústia. Fui obrigada a abrandar. Esse abrandamento teve consequências porque já não podia ter tanta disponibilidade para o trabalho. Nessa altura, os donos das palmadinhas começaram a torcer o nariz. Estavam habituados a uma atitude totalmente diferente. Já não era a mesma A. e a pressão para continuar a fazer mais e mais, obrigou-me a procurar alternativas. Felizmente, surgiu um novo convite de alguém que há muito queria trabalhar comigo. Continuei na mesma empresa mas mudei de área.
Fiz bem, mas já não é a mesma coisa. Sinto que aquele esforço destruiu parte dos meus sonhos, das minhas crenças.
Hoje é tudo bastante diferente. Mesmo muito diferente.
Gostava de acordar de manhã com energia para trabalhar. Com vontade de chegar e marcar a diferença. Mas não. Estou desanimada e desiludida com o meu trabalho. Cada vez cresce mais a certeza dentro de mim que não é aquilo que eu quero. Que não me preenche, não me satisfaz. Que as guerrinhas e coisas que tal não levam a lado nenhum.
Não estou a reclamar de ter trabalho. Seria uma heresia num país onde a taxa de desemprego é elavadíssima. Mas quando olho a minha volta e o que vejo é tudo menos a meritocracia, perde-se todo o entusiasmo.
Olho para os lados a procura de alternativas mas o medo de arriscar numa altura destas tem me fazido pensar mais do que devia. E no meio destes pensamentos dou consentimento ao meu conformismo para avançar. Pelo menos para já.
Há 8 anos que trabalho na mesma empresa. Mas os últimos 3 anos foram muito diferentes.
No início tinha orgulho, enchia o peito para falar sobre a minha empresa. Ostentava durante todo o dia (até durante a hora do almoço) o meu cartão de colaboradora pendurado numa fita como se fosse a medalha de ouro do jogos olímpicos.
Gostava imenso de trabalhar. Gostava do que fazia. Dava o litro. Dava o que tinha e o que não tinha. Prejudiquei muitas vezes - já não tenho dúvidas disso - a minha vida pessoal para poder dedicar-me ao trabalho. Sempre achei que o esforço seria valorizado. Reconhecido. E até foi. Não me faltaram palmadinhas nas costas e elogios. Não me faltaram "disputas" de chefias para trabalhar comigo. Convites para mudar. Isso alimentava o meu ego e fazia-me querer trabalhar mais e mais. Fui subindo, não muito, é certo, na hierarquia. Maiores responsabilidades, mais pessoas sob a minha coordenação. Vi e vivi de tudo um pouco. Conheci pessoas fantásticas, mas também conheci pessoas deploráveis.
Noites por dormir, fins-de-semana não existiam, festas de família nem vê-las, amigos deixaram de existir. Tudo era sempre muito menos importante do que o meu trabalho. Adormecia com o telemóvel e o portátil ao lado da almofada. Literalmente.
A verdade é que financeiramente nunca vi nem mais 1 cêntimo por isso. Quanto mais fazia, mais pediam, mais queriam que eu fizesse. E eu, tal como o burro atrás da cenoura, esticava mais um pouco a corda porque afinal devia estar mesmo mesmo quase.
Apesar das centenas de avisos de familiares e amigos, eu continuei. Sem parar. E tinha energia, muita energia. Trabalhava com gosto, com vontade. E consegui promover algumas mudanças importantes.
Naturalmente, ao fim de 2 anos neste ritmo o cansaço começou a dar sinal. A energia e a alegria iniciais começaram a dar lugar a um cenário de frustração, tristeza, angústia. Fui obrigada a abrandar. Esse abrandamento teve consequências porque já não podia ter tanta disponibilidade para o trabalho. Nessa altura, os donos das palmadinhas começaram a torcer o nariz. Estavam habituados a uma atitude totalmente diferente. Já não era a mesma A. e a pressão para continuar a fazer mais e mais, obrigou-me a procurar alternativas. Felizmente, surgiu um novo convite de alguém que há muito queria trabalhar comigo. Continuei na mesma empresa mas mudei de área.
Fiz bem, mas já não é a mesma coisa. Sinto que aquele esforço destruiu parte dos meus sonhos, das minhas crenças.
Hoje é tudo bastante diferente. Mesmo muito diferente.
Gostava de acordar de manhã com energia para trabalhar. Com vontade de chegar e marcar a diferença. Mas não. Estou desanimada e desiludida com o meu trabalho. Cada vez cresce mais a certeza dentro de mim que não é aquilo que eu quero. Que não me preenche, não me satisfaz. Que as guerrinhas e coisas que tal não levam a lado nenhum.
Não estou a reclamar de ter trabalho. Seria uma heresia num país onde a taxa de desemprego é elavadíssima. Mas quando olho a minha volta e o que vejo é tudo menos a meritocracia, perde-se todo o entusiasmo.
Olho para os lados a procura de alternativas mas o medo de arriscar numa altura destas tem me fazido pensar mais do que devia. E no meio destes pensamentos dou consentimento ao meu conformismo para avançar. Pelo menos para já.
Duh para o dia dos namorados
O dia 14 aproxima-se a galope. Anda tudo a correr para oferecer uma prendinha ao seu mais que tudo. E as montras cheias de corações, ursinhos com a inscrição "Amo-te" e tal e coisa.
Eu sou romântica. Das piores. Confesso. Adoro mimos, uma surpresa, um beijo apaixonado no meio da rua, um abraço apertado, uma mensagem carinhosa. Tudo, tudo o que possa demonstrar afecto, amor. Como costumo dizer, sou uma mimo dependente.
Mas essa ideia de comemorar o dia dos namorados é coisa para me deixar nauseada. É chegar ao dia e os restaurantes estarem sobrelotados de casalinhos aos beijinhos, ao amo-te e adoro-te, ao carinho para aqui e para ali. E se preciso for no dia seguinte estão a discutir. Não gosto de ver manisfestações de amor forçadas. Porque assim tem de ser.
Chateia-me comemorar datas porque estão no calendário e porque o comércio assim o obriga. É quase como se não comemorarmos somos as pessoas mais coitadas e infelizes do mundo. Eu não consigo aceitar isso.
Eu sei é que no dia 14 vou saber do meu coração. Não podia ser uma data melhor. Vou saber se ele está prontinho para a aventura do fim deste ano. Provavelmente saio de lá com uma pilha de exames e análises para fazer. O que eu gostava mesmo é que o Sr. Doutor dissesse que está tudo bem.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Há dias assim
Sabem aqueles dias em que acordamos assim com o coração cheio? Sabem aqueles dias que mesmo estando mau tempo lá fora é como se o sol brilhasse? Aqueles dias em que só nos apetece dar beijinhos? E sentir o cheiro da pele, o calor dos lábios e o abraço apertado? Aqueles dias em que nos sentimos completa e perdidamente apaixonadas?
Hoje é um desses dias.
Hoje é um desses dias.
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